quinta-feira, 18 de março de 2010

Educação do olhar


Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.

O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...

E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.

Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...

É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.

A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver.

A sabedoria nos dá razões para viver.

Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados.

Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...a capacidade de se assombrar diante do banal.

Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.

Coisas que os eruditos não vêem.

“Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.

Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...

...ou para o curioso das simetrias das folhas.

Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.

Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

O ato de ver não é coisa natural.

Precisa ser aprendido.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...

Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.

Elas não têm saberes a transmitir.

No entanto, elas sabem o essencial da vida.

Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.

- Rubem Alves

EJA ... uma proposta para uma nova vida

Ao iniciar minha pesquisa encontrei o texto de Selva Paraguassu Lopes e

Luiza Silva Sousa EJA: UMA EDUCAÇÃO POSSÍVEL OU MERA UTOPIA?

Li a seguinte citação:

‘É preciso que a sociedade compreenda que alunos de EJA vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação, críticas dentre tantos outros. E que tais questões são vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade.

A EJA é uma educação possível e capaz de mudar significativamente a vida de uma pessoa, permitindo-lhe reescrever sua história de vida.

Sabe-se que educar é muito mais que reunir pessoas numa sala de aula e transmitir-lhes um conteúdo pronto. É papel do professor, especialmente do professor que atua na EJA, compreender melhor o aluno e sua realidade diária. Enfim, é acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento pessoal e profissional. ’

Ao ler esse trecho do texto, comecei a refletir na educação de jovens e adultos, pois em diversos depoimentos há sempre a preocupação de professores com o grande índice de evasão, e se estamos falando de jovens, e de realidade comecei a pesquisar encontrando o projeto sobre drogas e vícios os males que causa a pessoa no site da professora Sheila Luiza.

As drogas hoje é uma realidade que esta cada vez mais perto de todos e cada vez mais acessível, portanto é um mal que pode assombrar a qualquer um.

Apesar de nunca ter trabalhado com tal modalidade de ensino, penso que a evasão não acontece só por causa de trabalho, cansaço, etc., mas devido a EJA admitir alunos tão jovens em meio de tantas dificuldades as drogas e o vicio pode sim ser uma preocupação que o professores devem ter.

EAD no Brasil


A educação a distancia - EaD tem passado por diversas mudanças tecnológicas. Teve inicio com o uso de matérias impressos e correspondências, atualmente utiliza-se das Novas Tecnologias e Comunicação- TICs.

De acordo com Belloni (2002), a realidade educacional e social mudou com a chegada da tecnologia a procura por conhecimento cresceu. A sociedade do conhecimento valoriza o saber em relação a pratica, ou seja, as habilidades e competências que o individuo adquire com a educação, influenciando cada vez mais o crescimento e acesso a informação.

Entretanto o maior desafio de hoje é transformar informação em conhecimento, surge então a necessidade de utilizar das tecnologias em favor do aprendizado surgindo a EaD, modalidade de auxilio, para atender ao publico que por motivo da vida moderna ficam sem tempo de freqüentar aulas presencias e até ou que esteja distante.

Conforme Faria e Vasconcelos (2009), destacam que pesquisas realizadas apontam a utilização da EaD desde 1891, onde oferecia cursos profissionalizantes por correspondência. Em 1904 inicia-se o ensino privado por correspondência recorrendo às mídias impressas pelo correio. No ano de 1923 o radio surge com função educativa. Entre 1965 a 1970 a EaD entra em uma nova fase com o surgimento das TVs educativas do poder público. A oferta de supletivos por meio de tele cursos chega em 1980, utilizando a televisão e matérias impressos, sem fins lucrativos. No ano de 1985 os computadores começam a ser usados pelas universidades em redes locais. Esta ferramenta começa a ser mais utilizada por volta de 1989, por causa da criação da Rede Nacional de Pesquisa, lá pelos meados de 1998 utilizam-se do uso de mídias de armazenamento como disquetes, CD-ROM entre outros para a difusão do vídeo-aulas.

Para as autoras, EaD está em constante transformação devido aos avanços das tecnologias que vem acontecendo rapidamente em nosso pais. Por volta de 1990 acrescenta-se a essas tecnologias, a teleconferência para capacitações, e em 1994 os cursos superiores a distancia são oferecidos por meio e mídias impressas.

Com a expansão da internet, em 1995 as Instituições de Ensino Superior passa a utilizá-la por meio da Rede Nacional de Pesquisas. Nesse mesmo ano a Lei de Diretrizes e Bases oficializa a Educação a Distancia no Brasil por meio do decreto nº. 2494, de 10 de fevereiro de 1998. No ano de 1996, a oferta das redes de teleconferências aumenta por conta dos mestrados a distancia por meio de parcerias das empresas privadas com as universidades publicas.

Devido ao desenvolvimento dos Ambientes Virtuais de Aprendizagens em 1997 inicia-se a oferta de cursos de especialização a distancia por meio da internet em universidade publicas e particulares. Por volta de 1999 e 2001 surge as redes privadas, públicas e confessionais para a colaboração das metodologias e tecnologias em favor das NTICs e na EaD.

As autoras acreditam que a oficialização do credenciamento das instituições universitárias com o objetivo de atuar na educação a distancia aparece por volta de 1999 a 2002. Nos meados de 2004, a Web 2.0 vem colaborar com a EaD como ferramenta de acesso.

Em 2005 o Ministério da Educação desenvolve o Sistema de Universidade Aberta do Brasil (UAB), tendo em vista o crescimento e efetivação da disponibilidade de cursos e programas do nível superior. Após o surgimento da tecnologia 3G em 2008, a EaD passa a utilizá-la para o envio de material multimídia via celular.

De acordo com a evolução da EaD, compreende-se que essa modalidade de ensino vem ganhando credibilidade por meio das leis especificas que as garantem, e vários exemplo de cursos que se findam com sucesso, confirmando que esse tipo de ensino vem sanando algumas das dificuldades que impossibilitavam o aprendizado.

Creio que EaD é uma modalidade de ensino que vem contribuindo de maneira muito significativa no aprendizado das pessoas, permitindo discussões, reflexões, oportunizando a construção de novos conhecimentos. Esse tipo de educação se fortalece na necessidade que as pessoas têm de aprender e na falta flexibilidade de tempo, espaço o a acessibilidade a educação que em muitos lugares ainda podemos encontrar a evasão por conta das dificuldades criadas pelo sistema, metodologia de ensino e práticas docentes.

A Educação a Distancia não chega apenas como um marco importante para a educação, mas principalmente para melhorar a educação e torna - lá acessível a todos na forma que garante a lei.

Referencias bibliográficas:

BELLONI, M.L. ENSAIO SOBRE A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL. Educação & Sociedade, ano23, n.78, abr. 2002

FARIA, D. e Vasconcelos, J. S. A Educação à Distância (EaD)
Como Modalidade Auxiliar na Formação e Qualificação das Pessoas Com Deficiência. Disponibilizado em HTTP: www.bengalalegal.com /ead.php.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pense nisso!

Direitos humanos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo IV
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.
Artigo V
Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo VI
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.
Artigo VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo XXVI
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a toda esta no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo XXX
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Ser diferente é normal

Que mundo é esse?

Reportagem: importante refletirmos.

Ao procurar algumas imagens para adicionar ao blog encontrei esta reportagem achei importante para que façamos uma reflexão até para morrer o preconceito existe...

NEGROS MORREM MAIS DO QUE BRANCOS

O número de negros assassinados no Brasil é duas vezes maior do que o de brancos, apesar de cada grupo representar cerca de metade da população do país.
A constatação é de um levantamento feito pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) referentes a 2006 e 2007.

Nesses dois anos, 59.896 negros foram assassinados. Entre os brancos, o número foi de 29.892.

A diferença entre o número de homicídios de negros e brancos é maior entre as crianças e jovens de 10 a 24 anos. Entre os maiores de 40 anos, o número de homicídios é quase o mesmo nos dois grupos.

Segundo o coordenador do laboratório, Marcelo Paixão, os números mostram que os negros estão sujeitos a uma exposição maior de risco que os brancos, em várias partes do país.

"Isso é determinado por razões que são sociais, ou seja, pelo modo de inserção das pessoas no interior da sociedade, e que fazem com que elas tenham maiores probabilidades de virem a sofrer um atentado violento contra suas vidas ao longo de seu ciclo de vida", explicou.

Um dos fatores sociais que poderia explicar esse risco maior é o local de moradia, já que muitos negros moram em áreas mais violentas, como as favelas do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de Pernambuco.

Além disso, de acordo com Paixão, há pesquisas que mostram que a letalidade policial - a morte provocada por policiais - é maior entre os negros do que entre os brancos.

Um terceiro fator seria a baixa auto-estima da juventude negra que vive em áreas pobres e que não vê alternativas para a sua vida, e que, por isso, teria mais probabilidades de se envolver em situações de risco.

A maior desigualdade entre homicídios de brancos e negros é encontrada na região Nordeste. Enquanto a relação populacional da região é de 2,4 negros para cada branco, a relação de mortes é de 10 negros para cada branco.

Já a região Sul é a única do país onde essa tendência não é sentida, visto que a relação populacional e a relação de homicídios por cor é igual: 0,2 negro para cada branco.


Referencias bibliograficas


http://joaosilvio.blogspot.com/2009/08/negros-morrem-mais-que-brancos.html